Infelizmente eu tenho que admitir: estou curiosíssima com número quatro da sequência de filmes Velozes & Furiosos. O trailer se repetindo milhões de vezes enquanto assisto minhas séries preferidas vem chamando minha tenção. Não creio que o quarto filme vá bater o anterior – Tokyo Drift, sou suspeita pra falar porque Tóquio é um must be tecnológico – com seus carros tunados e muitas luzes, mas deve valer a pena.
Fast&Furious4
Abril 2, 2009no DVD: Be Kind, Rewind
Março 30, 2009
“Não posso locar esse filme agora, só amanhã. É caro porque vem da Suécia” foi a declaração responsável pelas obras “suecadas” (ou “sweded”) que os personagens de Jack Black e Mos Def. O trapalhão desajustado Jeff (Black) é eletrocutado numa tentativa de “sabotar o sistema” e, ao tocar em fitas VHS, desmagnetiza-as – o que gera um grande problema para seu amigo em uma locadora.
Tendo todos – e eu disse todos! – os filmes apagados, eles têm a brilhante ideia de regravá-los por eles mesmos: suecar. Assim, foram suecados filmes como “Os Caça-Fantasmas”, “Robocop”, “Conduzindo Miss Daisy”, “O Rei Leão”, “A Hora do Rush 2″ e outras coisinhas mais. A imaginação dos personagens é um atrativo – assim como suas cenas atrapalhadas e porradas que Jerry leva.
É uma comédia leve, fácil de assistir. Porém bem óbvia: era certo que a situação ia sair de controle, iriam se meter em encrenca e yadda yadda yadda.
Para os amantes de comédias do gênero, Be Kind, Rewind (ou no português “Rebobine, por favor”), filme de Michel Gondry é uma boa pedida. Jack Black sempre é impagável. Na minha singela opinião, nosso amigo rapper Def poderia ter se esforçado um pouquinho mais – me pareceu meio tonto o rapaz.
Sou obrigada a tirar o chapéu pra estratégia de marketing bolada em cima do filme no lançamento oficial dos States. O site – que infelizmente não está mais no ar – levava o internauta a suecar a web.
Em tempos loucos e, considerando que o filme fez o maior sucesso, a locadora do filme, Be Kind, Rewind, ganhou versão real por lá, onde as pessoas podiam fazer seus próprios filmes (suecados) e locar os de outras pessoas.
Ah, o marketing…
Oscarizado
Março 10, 2009
Antes de assistir eu achava que era um exageiro dar uma estatueta para um filme que narra um miserável indiano ganhando um programa no estilo “Show do Milhão” – deve ser do seu tempo também, né, leitor?
Mas, depois de assistir, tenho que admitir: Slumdog Millionaire é “o” filme. Não apenas narra a trajetória de Jamal durante o programa, ele mostra fatos da infância, seus sofrimentos ao lado do irmão Salim e seu amor por Latika.
Não vou dizer que foi o melhor filme que já vi. Mas, se levar em conta que o elenco é feito de nomes desconhecidos, ex-favelados reais da Índia, a produção torna-se digna de concorrer a um oscar de melhor filme – e ganhá-lo.
Um pouco da cultura local foi bem-vinda. Os costumes, as crenças, a religião, conflitos e realidade – bem diferente do que mostra a novela das oito.
Em tempos – “and the Oscar goes to…”
Fevereiro 25, 2009
Que carnaval que nada! Enquanto a Sapucaí fervia domingão à noite Hugh Jackmn apresentava a 81ª edição do Academy Awards, no Kodak Theatre (Los Angeles). Além de apresentar, o famoso cantava, dançava e sapateava. Fez gracinhas ao lado de Beyoncé, Anne Hathaway (atriz de quem gosto muito desde que vi The Devil Wears Prada, a propósito) e outros queridinhos juvenis a lá High School Musical.
Foi uma noite de vestidos longos e brilhosos,em sua maioria tomara-que-caia – que, alguns, tive medo de que de fato caissem.
Adorei ver Sean Penn ganhando a estatueta de melhor ator – mesmo que meu preferido para o cargo fosse Brad Pit – e dizendo “you freak homo lovers!”, emocionado. O já esperado Oscar para Kate Winslet (né, Piper?) levou, nos próximos dias, a comparações inevitáveis com Meryl Streep – by the way: parem, seus comunicadores fofoqueiros!
Destaque também para a câmera focando o sorriso “simpático” (leia-se nervoso) de Angelina Jolie ao ver Jennifer Aniston, ex do seu amado, no palco entregando prêmios ao lado de Jack Black – outra figura impagável.
Algumas estatuetas exageradas. O cúmulo dar tantos prêmios de efeitos sonoros, mixagem e canção original a um filme como Slumdog Millionaire – que ainda não posso julgar por não ter visto, mas ainda assim penso que filmes de ação, recheados de efeitos sonoros, devem ter se saido melhores na mixagem do que Slumdog. Ao menos a mim parece óbvio…
Benjamin Button: como seria rejuvenescer?
Janeiro 19, 2009The Curious Case of Benjamin Button, a nova sensação dos cinemas all around the world, começa a me deixar ansiosa. O longa recebeu simplesmente indicações ao Globo de Ouro, do Sindicato dos Atores e, ontem, mais 11 indicações ao Bafta (algo tipo o Oscar britânico). Segundo as críticas, além de transitar suavemente entre drama e comédia, o filme tem roteiro e fotografia impecáveis. Claro, Brad Pitt não deixaria por menos. A Direção é de David Fincher.
O romance é uma adaptação de um conto de F. Scott Fitzgerald e, pra quem não sabe, conta a história de Button, um homem que nasce com mais de 80 anos e, ao longo da vida, vai rejuvenescendo. Logo quando vem ao mundo é abandonado em um asilo onde, criança, deve aprender a se relacionar com o mundo e lá conhece o amor de sua vida, Daisy. Ao longo da trama, a idade dele vai regridindo e a dela avançando, de modo que em apenas um breve período o casal consegue ser feliz.
Vê se não dá aquela curiosidade:
assistimos: Vicky Cristina Barcelona
Novembro 17, 2008
Como eu suspeitava, divertido e com ótima fotografia. Penélope Cruz está impagável em Vicky Cristina Barcelona, interpretando uma artista espanhola Maria Elena, uma mulher desequilibrada que tem sérios problemas em se afastar do ex marido, Juan Antonio (Javier Bardem).
Juan Antonio é o que eu chamaria de clichê do cafajeste romântico. Outro artista, com ares de homem sedutor que não vive sem uma mulher ao lado e que tem ideais amorosos. E, claro, sua vida cruza com as moças do título o filme: Vicky (Rebecca Hal) e Cristina (Scarlett Johansson), duas turistas americanas que vão para Barcelona em férias.
Acontece tudo e nada ao mesmo tempo. Um delicioso crescimento dos personagens, engraçadíssimos triângulos amorosos – mais para mènage a trois -, passeios lindos por terras espanholas e muitas cenas que são impossíveis de não rir. Como eu disse, Penélope Cruz está ótima em seu papel, muitas vezes falando em sua língua original. É brilhante, dá um ar de comédia ao drama contido de algumas cenas.
Recomendo e recomendo muito!
Em tempos: ontem assisti pela milésima vez O Diabo Veste Prada. Adoro a personagem da Meryl Streep (o monstro da moda Miranta Priestly) maltratando a jornalista Andy (Anne Hathaway). Pudera: o filme mistura muitas coisas que eu gosto: moda, revistas e jornalismo, sem falar da comédia e ótima fotografia também – além, é claro, da KT Tunstall cantando na trilha sonora. Eu li o livro também e, posso dizer, um dos poucos que não me desapontou após ler o original. Recomendo, tanto o livro como o filme, mesmo que seja pela décima vez.
must see: Vicky Cristina Barcelona
Novembro 14, 2008
Só ouço falar no novo filme do Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona - primeiro do cineastra rodado na Espanha. Pudera: com Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Javier Bardem, era pra dar o que falar, mesmo. Estou louca pra assistir.
Pelo o que pude perceber do trailer, trata-se da história de duas garotas americanas que vão para a Espanha e se eonvlvem com um bonitão – que tem uma ex-mulher (Penélope Cruz). Parece divertido e, na primeira olhada, ótima fotografia.
Como assim, Angie?!?
Novembro 14, 2008
Ontem, em entrevista à rede de televisão BBC, Angelina Jolie informou que não tem “pensado em continuar atuando durante muito tempo”, para se dedicar aos seis filhos e ao maridão, Brad Pitt.
Hoje aos 33 anos, está trabalhando em “Changeling“, o mais recente filme de Clint Eastwood e, depois disso, pretende fazer apenas um filme por ano e aos poucos trabalhar menos – apenas nas produções mais interessantes.
É, Sra. Jolie fará falta nas telonas.
As Duas Faces da Lei (Righteous Kill)
Outubro 20, 2008
Como me disse um certo alguém, filme com Al Pacino e Robert de Niro, num suspense, não tem como ser ruim. Isso é um fato inegável. As Duas Faces da Lei traz um roteiro interessante, que desenrola a trama de forma pouco usual. Trata-se da investigação de vários assassinatos, supostamente obras de um serial killer, onde os detetives Turk e Rooster (De Niro e Pacino, respectivamente) têm de correr atrás das pistas e interpretá-las.Ensaio sobre a cegueira
Outubro 15, 2008
Blindness é aquele tipo de filme imprevisível. Começa de uma forma e não imaginamos como será o fim da história. Conta a história de uma inexplicável e inédita epidemia de cegueira. Tudo começa com apenas um homem, que passa a enxergar tudo branco e, depois de visitar um médico, ao passar das horas, todos ficam cegos. Sem saber o porque daquilo e muito menos como as pessoas se contaminam, o governo resolve isolar em quarentena todos os que passaram a não enxergar. Porém, uma mulher resolve acompanhar seu marido cego no isolamento mesmo não tendo perdido sua visão. Aos poucos o local de exílio vai ficando super povoado e as pessoas têm de reaprender a viver e conviver com todos os problemas que lá encontram.
Em momento algum o roteiro busca encontrar uma razão ou uma cura para a doença, mas sim se concentra em mostrar como o ser humano não sabe lidar com seus semelhantes. Bela fotografia, cenas envolventes, marcantes e fortes, muito fortes. Não levem os filhos, pelo amor de deus. A cena de sexo da brazuca Alice Braga (garota de óculos) com o americano Mark Ruffalo (médico) é só uma mostra do que vem mais tarde. O que eu ouvia no cinema eram espectadores sussurando “putz, que foda” enquanto ficavam com os olhos presos na tela.
Além de Braga e Ruffalo, o longa de 120 minutos conta com Julianne Moore no papel principal, Danny Glover, Gael Garcia Bernal e muitas outras carinhas conhecidas. A direção é do brilhante Fernando Meirelles que, na minha singela opinião, tem todas as chances de trazer um Oscar para nossas terras com Blindness.
Escrito por Isadora Muller
Escrito por Isadora Muller
Escrito por Isadora Muller 
