last days…

Julho 11, 2009

corri muito. peguei muitos trens e ônibus. trabalhei muito. trabalho novo, aliás. meu cérebro parece cheio de ideias novas. e coisas novas também. além de muitos pensamentos sobre o futuro. namorei bastante. assistir “A Proposta” e recomendo. Corri pra pegar o trem e não perder a hora. Conheci muita gente. Muita gente mesmo. Encarei desafios. Venci. Assisti “Marley e Eu” e chorei horrores. Choramos, na verdade. Senti sono às 6h da manhã. Sempre vou dormir tarde demais. Não consigo brincar com o meu cachorro tanto quanto gostaria. Não tenho ouvido música boa tanto quanto gostaria. Fiquei chateada com a morte do amigo Michael. Fiquei pensando: se ele é mortal, então todos somos. Isso me assusta. Passei nas cinco cadeiras da faculdade. Continuo com o meu hisórico intacto em recupeações. Tirei nota máxima em fotojornalismo. E por incrível que pareça a mais baixa foi em cinema. Me matriculei pro roud dois do meu TCC. Ano que vem termino esse inferno chamado faculdade. Isso chega a assustar. Mais um ano e serei formada. Grande coisa. Agora com licença: vou aproveitar meu final de semana e namorar mais. Continuo prometendo atualizar com coisas intelectualmente mais úteis quando possível – em vez de um chato monólogo como esse. Quero uma coca-cola. Na web 2.0 isso deveria ser um diálogo. Oh, céus. Vamos lá.


Still alive! yeah

Junho 25, 2009

Sim galera, eu sei que esse bichinho aqui anda extremamente desatualizado – reclamações devidamente recebidas por e-mail e msn, obrigada! haha :)

Ando atucanadíssima com a faculdade – projeto de TCC (o qual entrego hoje, torçam por mim), seminário de ética em fotojornalismo, criação e implantação de um produto na cadeira de marketing, artigo sobre o underground e mainstream na América Latina (esse eu entreguei ontem) e mais uma pancada de coisas.

Prometo que assim que entrar em férias isso aqui vai ser melhor atualizado. Por enquanto, desejem-me sorte no final de mais um semestre. Tudo dando certo: rumo ao 7° semestre sem nenhuma recuperação. Sim, eu disse NENHUMA. eita, nóis!


Filosofia de boteco – um desabafo

Maio 28, 2009

Ontem estava conversando (com alguém muito especial para mim) sobre os diferentes mundos que vivemos. Nós, seres humanos. Pela centésima vez me dei conta que certas coisas que fazem parte do cotidiano de algumas pessoas poderiam ser um verdadeiro óvni na vida de outras. 

Os adventos da tecnologia são exemplo disso. A música. Até mesmo a televisão. A cultura baseada nos meios de comunicação massificados e, ao mesmo tempo, a falta de cultura desses meios – ontem escrevendo “Manifestações e fugas através da música em Cuba: Habana Blues”  me dei conta mais ainda disso. 

Pois bem. Ontem falávamos sobre como pode ser possível pessoas inteligentes, bem empregadas, com nível superior, que têm acesso a jornal, rádio, televisão e internet sem saber e muito menos entender novas tecnologias, novas tendências, formas de comunicar-se. Pessoas que acham que a comunicação interpessoal na World Wide Web é restrita ao e-mail, MSN e Orkut. Ou que cultura é ir no cinema uma vez por mês. Ou que acha que a música brasileira se resume a pop rock e pagode – acreditem-e: os mais novos dessa geração não sabem a diferença entre samba e pagode.

Ou a classe média que, em tempos de Big Brother Brasil, só acessam o G1 para saber os bafos da “casa mais assistida no Brasil” e nos sábados à noite assiste Zorra Total na TV. Sei que em épocas de crise – e não falo do atual ‘boom’ econômico mundial, e sim da crise sempre vivida na América Latina, desde sempre – o entretenimento massificado é mais do que necessário por usar do humor como uma poderosa válvula de escape da situação (relacionar o texto do Aníbal Ford também me fez pensar mais nisso), mas temos que concordar num ponto: os programas da TV brasileira estão cada vez piores. Para os ligados nem precisaria falar: todos sabem como é o Domingão do Faustão, Domingo Legal e diabo-a-quatro. É praticamente uma tortura assistir o Faustão atrapalhado e xingando todo mundo ao vivo. 

Aqui eu não sei se critico as pessoas por não irem atrás de um pouco de cultura fora dos meios massificados, os meios por se basearem em entretenimento de quinta categoria ou a mim mesma por ser crítica demais. São tantas as opções de entretenimento simples e barato que simplesmente não entendo como alguém possa sentar-se no sofá com um balde de pipoca para assistir ao Fausto Silva. 

Sem querer poetizar, sem querer bancar a culta. Nada disso. Sem querer dar uma de Eric Schmidt e mandar desligar os computadores ou sacar a minha carteirinha de nerd. Mas me preocupo com a alienação alheia. Me preocupo porque essa geração é cercada de informação, bombardeada com novidades a cada minuto e só depende de cada pessoa tentar fazer outras coisas do que ficar na inércia – o Brasil ta aí, cheio de praças pra tomar chimarrão e prosear, tocar violão, andar de bicicleta, praticar um esporte ao ar livre. Museus para ver coisas novas-velhas, bibliotecas com acervos enormes gratuitos, centros públicos de inclusão digital para caçar informações. 

Não é a falta de informação e cultura que me preocupam, e sim a falta de interesse em buscá-las e sair da inércia…

 

 


Crônica de rodoviária…

Abril 15, 2009

…Porque pra mim é impossível ficar 40 minutos em um trem de volta da capital e não pensar em “coisas da vida”

meus 22 anos em diálogos

- nhééé – disse uma criaturinha de 50cm de altura, cabelos pretos e olhos azuis.

- “paiaço”, “oiando”, “popósito” – disse a criaturinha, já loira, ao palhaço de brinquedo, mesmo sem entender o que a palavra “propósito” significava.

- papai, quero um tricículo – e assim vieram os roxos pelo corpo, tombos e choros.

- mãe quero ir na pracinha! – mais tombos.

- por que vamos nos mudar? – e apareceu uma casa com pátio e, adivinhem?, mais tombos e roxos.

- mas eu não quero escrever! – êeia ironia do destino…

- não quero mais fazer judô… – mas não adiantou: os roxos e tombos continuaram de qualquer jeito.

- prima, passa com o tricículo nos pés da vó! – e não é que ela fez e isso nos rendeu uns bons gritos da coroa?

- ‘dream of…’ mãããe, o que é CALIFORNICATION?  - e: “quieta Isadora, não sai repetindo isso por aí!”

- pai eu quero um violão – e os pobres vizinhos nunca mais tiveram paz.

- que banda é essa chamada KISS? Kiss não é beijo? – bem na época em que a banda, que uns anos depois a fez tocar guitarra, voltou ao país com suas caras pintadas.

- como se faz um acorde com quinta? – e foi só o que ela usou quando conheceu Ramones.

- quero ir pra casa olhar televisão – anos mais tarde ela não assistiria mais.

- ‘oh oh sweet child o mine’ – e os solos desafinados na primeira guitarra tirou o pouquinho de paz que os vizinhos ainda tinham. depois vieram teclado, baixo, bateria e qualquer coisa que faça barulho.

- eu odeio química! – e foi sua melhor nota no vestibular, anos mais tarde.

- poxa mas foram só 5 doses… coooofff… – e lá se foi (e voltou, óbvio!) o primeiro porre – que só desapareceram cinco anos depois.

- tá, mãe, não vou fazer música então, vou fazer jornalismo porque amo escrever – e assim veio a assessoria de comunicação para alguém que só queria escrever em jornal…

- ‘they say: this is the city of angels – all i see is their wings’ – e mais vários outros backing vocals desafinados e berrados por 3 anos

- uau, minha banda tá crescendo, vai fazer sucesso! – e, alguns meses depois:

- tchau guitarra, tchau palcos. cansei dessa vida.

- eu te amo – e a vida fez sentido.

- eu quero ficar minha vida toda assim. – finalmente disse tchau a inconstância, a incecisão e contradições… graças a deus a fase de aborrecer passou. agora ela é uma jovem adulta, decidida e feliz – bem feliz.


Dia Nacional do Jornalista

Abril 7, 2009

eistein-jornal

Dia Nacional do Jornalista 

Parabéns a todos os meus colegas de profissão – os famosos, os anônimos, os assessores, os redatores, os repórteres, os âncoras, os radiofônicos, os televisivos, os estudantes e os iniciantes. Espero que todos, como eu, sejam apaixonados por essa profissão abençoada e, ao mesmo tempo, maldita!


um gira-mundo como eu…

Novembro 27, 2008

Enquanto a cantora Pink faz sexo com ela mesma no novo clipe, Sober, reafirmando a auto-suficiência feminina, e a bebê Mallu Magalhães assume namoro com o barbudo Marcelo Camelo, Isadora segue aqui assessorando. A pauta de ontem, sob um sol do meio-dia, chegou a deixar marcas nos ombros. Que mais posso dizer? Vida de jornalista é fogo.


enquanto isso, na IsadoraLand…

Novembro 21, 2008

…correndo bastante, indo todos os dias à capital e acordando bem cedinho. De textos, só uma crítica de crítica da mídia (!), pra faculdade. Meu espanhol está melhorando, a propósito. Final de semana chegando e mais estudos pela frente. Em breve chega o período de férias dos estudos, aí a coisa melhora para escrever aqui. :)