Não, Zuck, ignorar as pessoas não é OK.

•abril 19, 2013 • Deixe um comentário

Facebook homeE Mark Zuckerberg e seu time de developers lançaram mais uma novidade no nosso mundo digital: o Facebook Home.

Não vale a pena explicar aqui no Overdriver o que é o Facebook Home quando todos os blogs de tecnologia já descreveram, deram pitacos, testaram e tudo o mais

Não vou debater sobre o launcher, defendendo e achando a coisa mais tecnologicamente awesome que já lançaram, porque, definitivamente, não é – não considero um produto inteligente, nem uma estratégia de lançamento muito esperta e, esperando estar errada, no momento acho que vai ser o Wave do Facebook Inc.

O que me importa no momento – e também preocupa, assumo -, são as propagandas do Facebook Home que estão rolando. São três: Dinner, Airplane e Launch Day. Todas elas mostram pessoas imersas em seus smartphones com o Home ignorando o que acontece de real à sua volta. Ignorando uma senhora falando no jantar, ignorando o aviso da aeromoça de desligar o celular e, ironicamente, ignorando o titio Zuck falando no que seria o headquarter do Facebook – esse último até bem engraçadinho.

Além de não achar o Home uma grande aposta social, não concordo com o que esses ads sugerem. Sugerem que eu ignore meus amigos, minha família, as pessoas à minha volta? No, thanks.

Os anúncios só refletem o que o titio Zuck discorreu no lançamento do tal launcher, quando indagaram a ele sobre presença. Saca:

Q: “Do you ever think about presence? How when you’re out at dinner with your wife, and you get a message, it distracts you from whoever you’re with?”

Zuck: “Yeah. That comes up a lot. Whether or not communicating online disconnects you from people offline. […]. I think that’s overblown. There’s this idea; technology is a tool. Glasses augment your vision, your reality. Steve Jobs said that computers augment your mind. With Facebook and other tools, you can stay connected and get more context from more people.

People often think of staying connected as frivolous — it’s not. It’s powerful.”

É lógico que estar conectado é poderoso – pois você está a um toque de qualquer pessoa que você conheça, pois você pode saber tudo o que está acontecendo no mundo ao acessar qualquer aplicativo e porque a tecnologia está lá para te ajudar em qualquer coisa….

…Mas ela não é tudo e, sim, ela pode ser fútil às vezes.

Entendo, Zuck, seu posicionamento de achar que a tecnologia pode trazer mais sobre as pessoas. Mas também sei que, caramba!, você está errado.

Não, não é OK esquecer o mundo em que você vive, a situação em que você está, ignorar com quem você está ao lado, para enfiar a cara no celular. Ao menos que seja uma questão importante, de vida ou morte (e curtir a foto da amiga da festa ba-phô-ni-ca de ontem a noite não é uma questão de vida ou morte), é uma questão de educação – ou a falta dela. Você não está usando a tecnologia para melhorar sua vida. Você está sendo desagradável com quem está à sua volta. Simples assim.

Seis shows, seis dias

•novembro 19, 2012 • Deixe um comentário
Crucified Barbara fechou minha sequência de shows

Crucified Barbara fechou minha sequência de shows

Depois de algum tempo sem ir a shows, nos últimos dias acabei assistindo seis apresentações. Os primeiros foram The Darkness e Lady Gaga, na terça, dia 13; Depois, no sábado, assisti novamente a Maçã de Pedra, banda de rock de qualidade de São Leopoldo. Já no domingo, matei a vontade de ver pela primeira vez as meninas do Crucified Barbara, da Suécia, em ação, com direito a abertura das bandas Stella Can e Cartel da Cevada.

Vem comigo, vou te contar minhas impressões dos shows:

The Darkness à luz do dia e Lady Gaga à cavalo

•novembro 19, 2012 • 1 Comentário

Terça, dia 13, exatamente às 19h30, era o momento de iniciar os trabalhos de uma noite que marcou pela grande produção no Estacionamento da Fiergs, em Porto Alegre/RS: show da Lady Gaga, com abertura do The Darkness.

The Darkness

Fonte: WikipédiaConfesso que a primeira coisa que pensei quando li que o The Darkness iria abrir os shows da turnê brasileira da Lady Gaga, foi “Touching you, touching me/ touching you, god you’re touching me / I believe in a thing called love…” e, logo depois, “como assim eles abrindo o show da Gaga?

Por estas duas razões, vê-los abrindo os trabalhos da noite na Fiergs, pouco depois das 19h30, foi interessante e, ao mesmo tempo, desapontador: a banda, cujo único refrão que conheço acompanha minha memória desde 2002, apresenta um hard rock de altíssima qualidade. Mesmo que tenham tocado praticamente à luz do dia – o que é muito estranho para uma banda de rock em um ambiente não-festival -, mandaram bem.

Por outro lado, ver tantos “Little Monsters” vaiando uma banda de rock é extremamente frustrante. Enquanto alguns vaiavam, outros gritavam raivosos que o show dos britânicos deveria acabar logo. Para dizer o mínimo, era ridículo ver que as pessoas não entendem que show de abertura é show de abertura: vai acontecer quer elas queiram, quer não. Se não gosta da banda, simplesmente espere.
Num show relativamente curto, com oito canções, os roqueiros conquistaram alguma parte do público tímido. Justin Hawkins, vocal e guitarra, deu seu melhor para interagir com a plateia – tudo mesmo, até plantar bananeira em frente a bateria. Em algum momento, até perguntou se o público estava o entendendo ou se era difícil por causa do sotaque.

O hit mais conhecido por todos, “I believe in a thing called Love”, fez parte do encore – embora poucos expectadores tenham pedido bis. Mesmo assim, animou o público e, seguida por “Love On the Rocks with no Ice”, encerrou o show em clima alto-astral.

 

Lady Gaga

Essa é aquela hora constrangedora em que as pessoas acham estranho quando eu falo que fui no show em que eu tenho que me explicar: sim, gente, eu gosto de Lady Gaga, eu adoro ela. Apesar do meu gênero musical ser rock, respeito e curto muito o pop que ela faz. Respeito ela pela potência vocal e originalidade – sem falar que toca piano muito bem.

Aí, quando a gente imagina o show, pensa numa coisa pirada como ela, com super produção. E acerta: começando pelo cenário, que é um castelo enorme e articulado, que se mexe durante a apresentação e revela seus vários lados, de onde seus músicos ficavam tocando e seus dançarinos iam e vinham alegremente.

E ela começa o show cantando Highway Unicorn montada num… cavalo? É, ela iniciou o show montada em um cavalo, desfilando pelo palco. E aí começou a loucura, onde Gaga comandou o público com facilidade.

Seu hino mais poderoso, “Born this way”, foi a terceira música tocada, botando todos os presentes para pular no refrão. Neste momento, os fãs que ainda não tinham tirado os pés do chão, o fizeram com fervor.

Além de desfilar todos seus maiores sucessos em uma produção digna de Gaga, ela impressionou por sua interação com o público, chamando vários deles para o palco e até mesmo fazendo dueto com uma fã. Seus discursos sobre as pessoas serem importantes em sua vida e que ela nunca os esqueceria foram, para dizer o mínimo, interessantes.

Depois de mais de duas horas de show e pernas doendo de tanto pular, o saldo foi definitivamente positivo: todos os sucessos estavam lá e Gaga se mostrou uma mulher louca, porém bem sensata ao lidar com os fãs que a veneram e dona de uma voz digna de respeito.

Crucified Barbara: uma aula de rock ‘n’ roll straight from hell

•novembro 19, 2012 • 1 Comentário

O que esperar de um show de uma banda de garotas suécas em um domingo à noite? Absolutamente uma aula fucking awesome de como fazer rock and roll. O Crucified Barbara botou todo mundo para bater a cabeça no Porão do Beco, em Porto Alegre, no dia 18 de novembro.

A noite abriu com outra banda feminina: Stella Can, da capital gaúcha, que mostrou composições próprias de bastante qualidade. Depois, foi a vez dos cabeludos do Cartel da Cevada entrar no palco e aquecer os motores do público para o show que viria. Eles mostraram divertidas composições, com uma pitada de inspiração nos paulistas do Matanza. Definitivamente uma banda a se conhecer melhor, para quem gosta de um rock digno de ouvir tomando uma boa cerveja.

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Eu, na primeira fila, pensei que ia ser fuzilada pelo olhar maligno da Klara Force

Finalmente, enquanto o público aguardava ansioso após uma grande demora – acarretado por atrasos nos voos -, ouve-se uma música clássica da Suécia no palco escuro. Então, bem ao meu lado, surgiram as Barbs. Entraram com toda a segurança, de cabeça erguida e já acenando para o público, mostrando quão simpáticas podem ser mesmo fazendo um rock para barbado nenhum colocar defeito. Gravei um vídeo de Rules and Bones, que dá pra sentir toda a energia do quarteto.

Mia Coldheart, Klara Force, Ida Evileye e Nicki Wicked desfilaram o álbum The Midnight Chase quase que completo, além de grandes sucessos dos discos In Distortion we Trust e Til Death Do Us Party. O público cantou, pulou e berrou até o fim, quando as meninas voltaram para o bis. Um show para lavar a alma de quem, como eu, acompanha a carreira dessas garotas desde o primeiro álbum lançado, em 2005.

 

 

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Extra: vídeo das Barbs tocando Rules and Bones:

Maçã de Pedra e seu veneno fatal

•novembro 19, 2012 • 1 Comentário

20121118_014218Após assistir a diva pop, sábado, dia 16 de novembro, foi dia de assistir mais uma vez o quarteto capilé Maçã de Pedra. A apresentação rolou no Rock ‘n Roll Sinuca Bar, em São Leopoldo.

Cada vez mais afiados e afinados, como se isso fosse possível, eles desfilaram clássicos do rock and roll dos anos 60 e 70, e suas composições próprias, como Veneno Fatal e Velha Rotina.

Quem curte um rock and roll de qualidade, vale conferir a agenda da banda no site oficial.

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Maçã de Pedra

O foursquare para empresas – na vida real

•outubro 3, 2011 • Deixe um comentário

Vou partir da ideia de que, se você está neste blog, deve ter achado ele pelas mídias sociais; logo, deve saber do que se trata o foursquare. Na dúvida, dê uma espiada no site.

Agora, vamos falar da utilização dele como ferramenta business.

Poderíamos falar do blá blá blá básico aquele sobre ter mais visibilidade entre potenciais clientes e melhorar a imagem na web, mas essas informações estão disponíveis por aí. Que tal um exemplo mais prático?

Este mês fui a uma praia, em outro estado, na qual eu nunca tinha ido. No sábado à tardinha ficamos nos perguntando: o que jantar? Sair, naquele momento, não era opção e o ideal mesmo era um delivery.

Não sei de vocês, mas quando vou para praia, não levo notebook. Celular com 3G já é mais do que o suficiente. Logo, a ideia é usar o celular para descobrir uma tele-entrega. O que fazer? Pegar uma lista telefônica não é uma opção – aliás, não é uma opção desde os anos 90, dica. Também não vou perder tempo procurando no Google por “pizzaria praia x”.

Vamos então procurar o que há por perto com o foursquare, óbvio.

Em segundos, achei todas as pizzarias e temakerias por perto. Li todos os reviews de outros usuários, descartei os que tinham comentários ruins e escolhi a que parecia melhor. No próprio aplicativo pude clicar no ‘Call’ e fazer o pedido. Voilà! Segundos depois, encomenda feita.

Isso, porque estamos falando de uma tarefa simples como achar um delivery. Mas, se formos pensar nas vantagens de ter o local atualizado, abrem-se possibilidades para ações promocionais, divulgação da marca nas redes sociais, melhorar sua audiência… a lista é grande:

– Melhor visibilidade nas mídias sociais

– Ganho de audiência

– Melhoria da presença online da marca

– Conseguir comentários positivos dos usuários das mídias sociais

– Incentivar contribuição de dicas de usuários

– Melhorar resultados de buscas

– Melhorar tráfego – tanto online como no estabelecimento

– Encontrar seus clientes e consumidores mais leais – e talvez recompensá-los, conseguir seu auxílio para continuar divulgando a marca

– Aumentar vendas

Mas isso, lembre-se, depende essencialmente do seu serviço/produto: não adianta nada se cadastrar no foursquare, deixar tudo atualizado, inventar mil e uma promoções, se o que você oferece é ruim ou mal feito.

Mantra do social media for business: não é milagre.

…porque somos todos Y

•março 7, 2011 • Deixe um comentário

Dando continuidade ao meu projeto “2010 nunca mais”, onde prometi mudar tudo na minha vida em 2011, como por exemplo não estar mais na faculdade, arranjar um novo emprego, ler mais e fazer exercícios físicos (todos espantosamente e rigorosamente cumpridos!), eis o novo desafio do ano:

Fui convidada a participar do Geração Y, um blog colaborativo feito por jornalistas. E, o mais importante, de Y para Y. Sou responsável pelos conteúdos sobre web, tecnologia e redes sociais (por que será que escolheram esse tema para mim, né?). Então, fica o convite para vocês para me visitarem lá – e o desafio para mim de postar ao menos uma vez por semana. Ok, let’s go!