Fatores de consumo e a as bizarrices da propaganda política

Todos nós sabemos que propaganda é uma forma de incentivar o consumo, certo? A propaganda, o marketing, a publicidade e até mesmo o design influenciam na hora da escolha de um produto.

Dentre os fatores de influência no comportamento do consumidor, conhecemosos fatores culturais (cultura adquirida, microcultura), sociais (classe, grupos de referência, família), pessoais (idade, estilo de vida, personalidade) e psicológicos (motivação, percepção e atitudes), certo?

Nunca fiz um post neste blog falando sobre comunicação, consumo ou marketing, creio. Então, onde quero chegar falando sobre os sistemas de escolha do consumidor? Por que meu foco é exatamente um dos fatores psicológicos de decisão de compra para explicar algo que percebi – em mim e nos outros.

A motivação de compra pela percepção ocorre de diversas formas pelos consumidores e, uma coisa que é óbvia e provada, é que a pessoa fica atenta àquilo que está procurando. Exemplo? Se alguém procura um notebook novo, vai atentar-se às propagandas de notebooks. Provavelmente um anúncio de radinho de pilha não vai chamar sua atenção e vai passar despercebida. Portanto, as necessidades regem boa parte das escolhas de compra – ou consumo.

E aí, Isadora? E aí que notei que propaganda política, tão falada, comentada e odiada por tanta gente agora em período de campanha eleitoral, foge a esses princípios, em parte: as pessoas muitas vezes não estão em busca de um candidato para eleger – por já ter sua escolha ou por pura alienação – prestam atenção às novas bizarrices da política. São elas: Tiririca, Maguila, Tati Quebra Barraco, Kiko e Leandro do KLB, Reginaldo Rossi, Vampeta, Marcelinho Carioca, Mulher Pêra, Sérgio Malandro e muitos etecéteras. Nosso valores culturais, sociais, pessoais, psicológicos – sobretudo de bom senso! – estão sendo afetados.

Sim, afinal, eles chamam atenção pela cara de pau de se candidatarem e o cidadão, que adora uma boa polêmica, comenta e, se duvidar, vota. E vota bastante. Quantas pessoas votarão no Abestado, que vai te contar o que faz um deputado? Bom, se você sabe de quem eu estou falando, sinto muito: você é mais um daqueles que teve a atenção fisgada por uma propaganda que passar por cima dos fatores de consumo. E esse era o meu medo…

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~ por Isadora Muller em setembro 1, 2010.

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