Não, Zuck, ignorar as pessoas não é OK.

Facebook homeE Mark Zuckerberg e seu time de developers lançaram mais uma novidade no nosso mundo digital: o Facebook Home.

Não vale a pena explicar aqui no Overdriver o que é o Facebook Home quando todos os blogs de tecnologia já descreveram, deram pitacos, testaram e tudo o mais

Não vou debater sobre o launcher, defendendo e achando a coisa mais tecnologicamente awesome que já lançaram, porque, definitivamente, não é – não considero um produto inteligente, nem uma estratégia de lançamento muito esperta e, esperando estar errada, no momento acho que vai ser o Wave do Facebook Inc.

O que me importa no momento – e também preocupa, assumo -, são as propagandas do Facebook Home que estão rolando. São três: Dinner, Airplane e Launch Day. Todas elas mostram pessoas imersas em seus smartphones com o Home ignorando o que acontece de real à sua volta. Ignorando uma senhora falando no jantar, ignorando o aviso da aeromoça de desligar o celular e, ironicamente, ignorando o titio Zuck falando no que seria o headquarter do Facebook – esse último até bem engraçadinho.

Além de não achar o Home uma grande aposta social, não concordo com o que esses ads sugerem. Sugerem que eu ignore meus amigos, minha família, as pessoas à minha volta? No, thanks.

Os anúncios só refletem o que o titio Zuck discorreu no lançamento do tal launcher, quando indagaram a ele sobre presença. Saca:

Q: “Do you ever think about presence? How when you’re out at dinner with your wife, and you get a message, it distracts you from whoever you’re with?”

Zuck: “Yeah. That comes up a lot. Whether or not communicating online disconnects you from people offline. […]. I think that’s overblown. There’s this idea; technology is a tool. Glasses augment your vision, your reality. Steve Jobs said that computers augment your mind. With Facebook and other tools, you can stay connected and get more context from more people.

People often think of staying connected as frivolous — it’s not. It’s powerful.”

É lógico que estar conectado é poderoso – pois você está a um toque de qualquer pessoa que você conheça, pois você pode saber tudo o que está acontecendo no mundo ao acessar qualquer aplicativo e porque a tecnologia está lá para te ajudar em qualquer coisa….

…Mas ela não é tudo e, sim, ela pode ser fútil às vezes.

Entendo, Zuck, seu posicionamento de achar que a tecnologia pode trazer mais sobre as pessoas. Mas também sei que, caramba!, você está errado.

Não, não é OK esquecer o mundo em que você vive, a situação em que você está, ignorar com quem você está ao lado, para enfiar a cara no celular. Ao menos que seja uma questão importante, de vida ou morte (e curtir a foto da amiga da festa ba-phô-ni-ca de ontem a noite não é uma questão de vida ou morte), é uma questão de educação – ou a falta dela. Você não está usando a tecnologia para melhorar sua vida. Você está sendo desagradável com quem está à sua volta. Simples assim.

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~ por Isadora Muller em abril 19, 2013.

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