A arte da negociação

•fevereiro 22, 2011 • Deixe um comentário

Vi essa piadinha – que não é tão piada assim, já que a conclusão é totalmente real – no blog da empresa onde eu trabalho – eu trabalho no marketing. Achei bem bacana e vou dar um share no blog:

PAI – Escolhi uma ótima moça para você casar.

FILHO – Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.

PAI – Meu filho, ela é filha do Bill Gates…

FILHO – Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.

 

PAI – Bill, eu tenho o marido para a sua filha!

BILL GATES – Mas a minha filha é muito jovem para casar!

PAI – Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial…

BILL GATES – Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

 

PAI – Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.

PRES. BANCO MUNDIAL – Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.

PAI – Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.

PRES. BANCO MUNDIAL – Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!

 

Moral da história:

Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.

Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:

a Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic.

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Vamos atualizar a biblioteca virtual nas férias? [e-books grátis]

•fevereiro 7, 2011 • 2 Comentários

Sabe aquele momento das férias – do trabalho ou da faculdade – em que bate aquele tédio, aquela coisa de “e agora, o que eu faço”? Para mim, a solução deste problema anda comigo sempre – no pendrive.

Abaixo, alguns e-books que fixaram residência no meu datatraveler. Li alguns, deixei outros sob a label mental de read it later – mas sei que são altamente úteis para quem, como eu, é ligado em comunicação e marketing digital – além de design. É sempre bom saber – e creditar: boa parte baixei direto do oJornalista.com e do Midia8 – enquanto outros encontrei pela vida, ontem ou dois anos atrás.

Todos são free download – a maioria licenciada sob Creative Commons, ou seja: copie, leia e distribua, mas nunca, nunca mesmo, venda, altere ou transforme.

Minhas recomendações:

Web 2.0 e tecnologias

Web 2.0: Erros e Acertos – Paulo Siqueira

Redes Sociais na Internet – Raquel Recuero

Manual de Sobrevivência On Line – Leoni

Jornalistas da Web – Os Primeiros 10 Anos – Mario Lima Cavalcanti

Onipresente – Ricardo Cavallini

#Mobilize – Ricardo Cavallini, Léo Xavier e Alon Sochaczewski

O Livro Depois do Livro – Giselle Beiguelman

Comunicação e mobilidade – André Lemos

O uso corporativo da web 2.0 e seus efeitos com o consumidor -André Santiago

Design

Design/Web/Design:2 – Luli Radfaher

Pure Design – Mario Garcia – em inglês

Arauto – fonte tipográfica para textos e jornais – Fernando de Moraes Caro

Design e planejamento – Marizilda do Santos Menezes

Marketing e Branding

O ABCD do planejamento estratégico – Lowe

The new rules os viral marketing – David Meerman Scott – em inglês

Marketing 1 to 1 – Peppers&RogersGroup

Branding 1001: o guia básico para a gestão de marcas de produtos – Ricardo e Fernando Jucá

O Marketing Depois de Amanhã – Ricardo Cavallini

Branding: O manual para você criar gerenciar e avaliar marcas – José Roberto Martins

Comunicação social – teoria e conceitos

Manual de Assessoria de Comunicação – Fenaj

Homo Consumptor: Dimensões Teóricas da Comunicação Publicitária – Eduardo José Marcos Camilo

Manual da teoria da comunicação – Joaquim Paulo Serra

The New Consumer [vídeo]

•fevereiro 7, 2011 • 3 Comentários

Navegando nas informações comunicacionais nossas de cada dia, encontrei o vídeo What happens when WTF happens, uma animação engraçadinha que dá uma aula sobre como o novo consumidor – 2.0 – age para escolher uma marca e como acontece, a partir dessa escolha, uma brand community e a brand loyalty. Vale perder três minutos:

Combo comment: WaveCast + #MM

•janeiro 31, 2011 • 1 Comentário

Hoje estou num momento entre o underground e o indie midiático. Portanto, vou comentar sobre dois blogs bacanas que conheci neste mês. Hoje, o alvo é a música:

O WaveCast é uma mistura de blog com podcast. Foi criado por uma galera da região metropolitana de Porto Alegre/RS, com a ideia de mostrar sons de grupos independentes – especialmente da cena gaúcha, pelo pude perceber. Achei uma iniciativa bem bacana.

Vale uma boa sacada no episódio piloto do programa, que mostra uma série de bandas legais, do rock ao ska.

Para quem curte colocar a playlist no modo shuffle, a dica é conferir, toda segunda-feira, a coluna Music Monday no blog do Bruno Massao. Ele, um fotógrafo paulistano que adora clicar shows que envolvam rock, iniciou o #MM para convidar várias pessoas a compartilharem seus gostos musicais. Aí, o Grooveshark comanda. Inclusive, a edição desta segunda (31) traz algumas das minhas músicas favoritas.

A música e a moda: uma cultura de pré-conceitos

•janeiro 10, 2011 • 6 Comentários

Eu gosto de moda. Eu procuro sempre estar bem informada, leio a respeito, acompanho tudo o que posso. Óbvio que não sou expert como a fashion journalist Carô Tremarin – minha Érika Palomino do Vale do Sinos – ou como o stylist blogueiro Alexandre Camilo, mas me esforço.

Pois bem, peguei-me lembrando que tenho que trocar as lentes dos óculos e, já aproveitando, pensei em trocar a armação. Andei me apaixonando pelo modelo wayfarer e fiquei me perguntando se as pessoas não me colocariam na categoria happy rock se me vissem com um desses. Eu, com meus vinte e tantos anos, poderia cair na categoria rock adolescente por um acessório?

Sim, eu explico. O Wayfarer é um modelo de óculos criado pela Ray-Ban, lá nos anos 1950 – um dos modelos mais vendidos na história. Ele sempre esteve por aí, desde os tempos que meus aós eram jovens, mas nos últimos tempos uma galerinha que usa franjas e calças coloridas resolveu adotá-los como parte do figurino. Aí o que se vê são incontáveis pré-adolescentes e adolescentes com estes óculos na rua, com as cores mais improváveis possíveis, achando que a banda do momento que os lançou. E, óbvio, usam para imitá-los.

Ok. Tem certo sentido a criançada usar para imitar seus “ídolos”. O problema é uma coisa virar sinônimo de outra. Por essa lógica, Paris Hilton, Amy Whinehouse e a Gisele Bündchen seriam as maiores fãs de Pe Lanza e sua trupe.

O mesmo vale para os sneakers da vez. Quem nunca viu aqueles Nikes – ou marcas similares – mais largos e com canos mais avantajados, uma (re)volução dos modelos SB? Isso, esses mesmos que você ta pensando, aqueles que você viu em todas as vitrines – e pés – do shopping. Sim, eles estão nos pés de muitas destas bandas felizes, emos ou hardcore. Sinônimos? Não: se fosse o caso, nosso querido Marty McFly teria previsto o futuro também da cultura em Back to the Future. Sem falar nos metaleiros do Megadeth, que devem estar chorando até hoje pois agora sabemos que as calças skinnies e seus tênis na verdade apenas queriam dizer que eles também eram post-hardcore – 20 e tantos anos antes do boom, claro. O pobre Steven Tyler com suas calças roxas, então, poderia ser o pai de um dos Restart.

Aquela coisa: se você parece com eles, deve ser um deles.

Ou não. Portanto, um apelo: assim como nem toda garota loira que toca guitarra é a Avril Lavigne, nem todo roqueiro que usa skinny é emo. Quando fui à MTV, compararam minhas calças com as dos caras da Fresno, vejam só – em rede nacional, tudo o que eu queria. E não, eu continuo não sendo fã de Cine só porque tenho um Nike SB.

Desabafo feito, com licença, vou lá escolher um wayfarer. Estamos combinados?

Conhecendo os públicos da internet no Brasil

•dezembro 7, 2010 • Deixe um comentário

Vi esse infográfico n’oJornalista, que o Bruno Cardoso elaborou com base em várias pesquisas, inclusive no Censo 2010.

Fez-me pensar no mais óbvio para mim, como jornalista: porque às vezes a comunicação não é eficiente nestas “novas” mídias? Ou, então, como as estratégias acabam sendo boas ou ruins?

Sim, estudo de mercado e planejamento. Na linguagem que até meu cachorro entenderia: temos que saber colocar as coisas nos lugares certos. A mídia, para cada público, no veículo correto. Vejamos:

A relação da informação com o design de notícias

•outubro 15, 2010 • 1 Comentário

Algumas impressões sobre o design de notícias em veículos impressos. Ou projeto gráfico, como quiserem entender.

Para que seja possível, a comunicação social precisa ser uma troca entre espectador e emissor. Estes, para se comunicarem, necessitam, além de uma mensagem para comunicar, de um meio de fazê-la.

Segundo Charaudeau (2006), estes indivíduos devem “levar em conta os dados da situação de comunicação”¹. O acordo prévio do que será comunicado constitui um contrato de comunicação, que resulta das características próprias à situação de troca (dados externos) e das características discursivas decorrentes (dados internos)².

Um jornal impresso, por exemplo, tem o papel tem o papel dispositivo de enunciação, que vai levar suas informações escritas ou gráficas ao seus leitores, que já esperam por determinados tipos de informações em cada veículo. Ele é o meio em que a mensagem veiculará e chegará em seu público final.

É neste contexto que se encaixa a importância o plano gráfico na comunicação. O design de notícias é

um nicho do design gráfico dedicado às publicações jornalísticas (jornais e revistas). Essa especialização se faz necessária diante das peculiaridades do discurso jornalístico. O design de notícias vem para potencializar este discurso, organizar os conteúdos, criar identidade, atrair a atenção do leitor, e construir o sentido pela relação entre verbal e não-verbal. (FREIRE, 2007: 02)

Portanto, o design de notícias, em seu papel de suporte à informação, vem a complementar as palavras. Este complemento deve, além de suportar e dar formato físico à informação, ter referência visual de acordo com o que deve ser entendido pelo espectador.

Por exemplo, nenhum pai embalaria uma boneca para sua filha em um papel de presente com desenhos de cobras e caveiras. Assim como um texto da Rolling Stone não ficaria apropriado se inserido em uma página padrão revista Caras.

Assim como a identificação visual com o conjunto de informações – escritas, fotos e design da página -, o projeto gráfico deve atentar à organização e à simplicidade. Segundo Freire (2007), a forma simples está ligada ao bom ordenamento.

O design de uma página também tem a responsabilidade de informar ao leitor a ordem de importância das notícias nela divulgadas. No jornalismo impresso, por padrão, o topo da página é ocupado por informações de valor maior, descendo gradativamente. É, portanto, tarefa do designer/diagramador, juntamente com seu editor, pensar na página e em suas notícias, analisando o melhor espaço para cada informação.

Tão importante quanto o texto, a tipografia merece atenção. Enquanto o projeto gráfico sustenta o veículo, a tipografia sustenta as letras, dá forma a elas. Sua escolha deve ser envolvente, de fácil leitura e, especialmente, que combine com o tipo de informação passada pelas matérias e pelo design. Nada adianta ter um projeto gráfico impecável, um texto perfeito e uma fonte que não combine ou seja complicada de ler. Todos os elementos de uma página devem trabalhar em conjunto.

Com tantas definições sobre os objetivos e responsabilidades do design de notícias, percebemos que ele é tão importante quanto à informação a ser publicada no veículo impresso. O projeto gráfico é o suporte da publicação e interfere diretamente no discurso jornalístico, desde a forma de diagramação de uma notícia, a exposição da foto e interage com os valores-notícia, interpretando e escolhendo-os por maior importância para preencher os espaços mais nobres da página.

¹ CHARAUDEAU, Patrick. Do contrato de comunicação em geral. In: _____. Discurso das mídias. São Paulo: Contexto, 2006. p. 67.
² Idem, p. 68.